sábado, 14 de abril de 2007

Não nada, não tenho nada...

E, de repente, uma pedra do passado cai, pesada, dura, afiada sobre a minha fronte.
Ali deitada, sinto o que pensara já ter tornado areia, bater fundo e ecoar ate ao encontro das minhas memórias
Válida, e sempre afinal intacta, é na verdade, a minha essência e não um verme, que se instalou em mim para me sugar
Não!
Eu própria o faço, sem parar. Sugo-me sem dó, arrasto os pés;
Sei o caminho, o que quero e concretizo-o e depois, ai me resta esta culpa sem dó de existir
Esta vergonha, tal como a criança que esconde a ferida com medo de ser humilhada pelo tombo em que se deixou cair.
De resto, sobra-nos a cultura, a vontade incessante de amar, de saber, que nos valoriza e que atenua essa culpa sem sentido.

De tanta dramatização só me posso recomendar:Ri minha amiga!que mais podes fazer contigo mesma? Ri e goza a tua dor descontraidamente, saboreando cada agulha que te perfura a espinha

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