quarta-feira, 9 de maio de 2007
Acasos da vida
Nao sei porque nem de onde, o meu pai mandou-me para o blog esta imagem. Talvez tenha deixado a senha ligada no computador ligado.
Seja como for a indeterminação, o acaso os acidentes que não se apagam na vida real, podem-se eliminar com a maior das facilidades...aqui!
Fica então...
sábado, 28 de abril de 2007
Subitamente, (ou não)
- Não posso mais. Tens que te cuidar sozinha. Vou-me embora.
Os olhos inchados de calor,reavivaram aquele sentimento de abandono, entre o abano constante e ritmado que meu corpo subitamente tinha ganho. Todos os padrões de salvamento que tinha criado ao longo dos anos, não me pareciam válidos. Nem me atirava para o chão a chorar, nem representava a fortaleza, nem a piedade de mim. Nada!Via as cenas de como iria passar este momento. Não. Não me apetecia nenhuma delas, menos ainda a compaixão. Num rasgo de luz, como uma ideia incandescente, lembrei-me: Nada dura sempre! Um dia passará.
Mas sim iria durar. E mesmo depois de ter entendido, que só a lei causa-efeito funciona correctamente, não vi, pela penumbra de sentimentos e principalmente desejos, de todo o mais forte de se ser amado, o porquê dessa causa.
Então repeti, uma vez mais, as palavras que iam e vinham todos estes anos, que soavam com mais ou menos relevo, em qualquer altura, até nas mais felizes: - Não posso. Tens que cuidar de ti sozinha. Vou-me embora.
E assim me abandonei.
sábado, 14 de abril de 2007
Não nada, não tenho nada...
Ali deitada, sinto o que pensara já ter tornado areia, bater fundo e ecoar ate ao encontro das minhas memórias
Válida, e sempre afinal intacta, é na verdade, a minha essência e não um verme, que se instalou em mim para me sugar
Não!
Eu própria o faço, sem parar. Sugo-me sem dó, arrasto os pés;
Sei o caminho, o que quero e concretizo-o e depois, ai só me resta esta culpa sem dó de existir
Esta vergonha, tal como a criança que esconde a ferida com medo de ser humilhada pelo tombo em que se deixou cair.
De resto, sobra-nos a cultura, a vontade incessante de amar, de saber, que nos valoriza e que atenua essa culpa sem sentido.
De tanta dramatização só me posso recomendar:Ri minha amiga!que mais podes fazer contigo mesma? Ri e goza a tua dor descontraidamente, saboreando cada agulha que te perfura a espinha
domingo, 1 de abril de 2007
caos
"La alienación del espectador en beneficio del objeto contemplado (que es el resultado de su propria actividad inconsciente ) se expresa así:
Cuanto más contempla menos vive; cuanto más acepta reconocerse en las imágenes dominantes de la necessidad menos compreende su propia existencia y su propio deseo."
CCB(Barcelona)
Ai a preguiça que antecede uma felicidade que chegará com os dias contados, é uma angústia sem desculpa
Doutor?
- Normalmente isso acontece na infância e pode durar até a adolescência....
- Não! Não eu!Eles...até que idade eles têm?!
sábado, 10 de março de 2007
rede complexa
Precisamos muito bem gerir tudo para viver bem em família.
Muitas regras, dependendo da personalidade de cada um.
Pode estar subitamente tudo muito bem ou tudo muito mal, mesmo havendo imenso amor.
Basta pegar na peça de roupa errada, entrar a meio de um estudo, usar o perfume importantíssimo , prenda do namorado. Pode até ser deixar uma porta aberta,não desligar o aquecedor, não chegar mais cedo para almoçar, sair sem avisar, ter a infelicidade de não pescar nada de computadores e apagar todos os ficheiros que contêm a vida dos d'casa.
Pode haver respeito, mas com a liberalização de toda e qualquer expressividade de hoje, temos que usar o bom senso para não magoar nossos familiares.
Pior então são as família bomba:caracterizam-se pela presença de adolescentes. Aí então, alerta vermelho, sem mais nem porque, o adolescente explode, deixando confusa e doida qualquer alma que passe.
Muita paciência para esta.
Em qualquer família e em qualquer altura podem surgir problemas, financeiros, Stress, tédio, crises de identidade etc, que põem as duas alminhas que só se queriam juntar, na maior das guerras frias.
Para qualquer um dos casos, é mais fácil se soubermos que todos os problemas que temos com os demais, são na verdade causados por problemas connosco mesmo, a família é um lugar óptimo.
quinta-feira, 8 de março de 2007
memórias de um futuro
Aqui estou, meu neto, sentado na mesma cadeira manca, que abana como eu gosto.
Observo-te a entrar e a sair, o teu cumprimento define o teu dia. Um grande Ola! Um murmurar, as vezes bates com a porta outros nem dizes nada, apesar do carinho, assim sei de tudo e nunca nada te pergunto.
Vejo-te a ver passar os dias, tão ocupado em vir a ser um grande Homem, essa tendência para um abismo, um pânico de envelhecer (tal como eu tinha) de querer consumir o mundo numa grande refeição matinal e a consequente indigestão de factos, nem te deixa digerir o que comeste ontem.
Também eu não cometi esse erro de deixar passar a vida assim as três pancadas. É esse medo que nos mantém acordados e dispersos ainda que agoniados, e hoje não sou um velho amargurado.
Não penses que sabes o que vou dizer, pois além de dores e saudades do passado cruel, esta carroça cansada traz no corpo uma habituação instantânea da calma e paz.
Hoje não penso que falhei, mas sim quanto tempo demorei eu a aprender..Tu pensas aos meses quanto muito ao ano e eu em décadas, e nem suponhas que o meu raciocínio emocional é lento, não menino! É que entre o problema, depois pânico, stress, agonia, reflexão e calma, eu já só preciso do primeiro e do último, que me facilita muita coisa.
Entraste com as botas cheias de terra e se soubesses que a vida foi como o passeio que deste pela mata e o chegar a casa, ao fim da vida também, nos traz uma confiança, que o único pânico que tenho, já não são as penas, mas sim o vácuo e o não ser.
Nada te digo, sabes como é, aos 50 quer-se mostrar tudo o que se aprendeu, aos 80 que tenho , vou passar por chato, e por mais que saiba nem tenho vontade de te contar o fim do filme da vida (acho que será mais engraçado veres por ti...) e assim te vejo a entrar e a sair, tão amargurado com o passar dos dias e nem tu sabes que essa é que é a essência.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
O belo está em tantos lados...
De todas essas análises a mais interessante é a de reconhecer o belo aos meus olhos. Há um lugar em mim, próximo da nuca que me faz identificar,um arrepio até aos braços que vai e volta sucessivamente, mesmo através do espasmo muscular: o belo. Posso não entender muito a obra em questão( o caso de Euler com a expressão
, não a compreendo como um matemático mas a minha nuca estala só de ver a explicação)
Não acontece todos os dias mas além de vermos tantas coisas bonitas por aí, há obras que nos tocam sem sabermos porquê mais que outras como a Guernica (Picasso), um Dalí (o mais emocionante para mim) até com um colega a tocar numa sala. Uma paixão vinda de uma necessidade de vibrar que entra sem bater a porta.
Cada vez que conheço alguém que me faz muito bem, descubro uma música maravilhosa como Chico Buarque, A sonata para piano em solM de Ravel, o livro as Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar (como algo pode ser tão belo!!!!!)
entre outras coisas: penso como foi possível viver até aqui, sem elas.
domingo, 28 de janeiro de 2007
Ai que culpa!
Ninguém tem culpa
Como diz o meu professor António Toscano, ninguém escolhe o corpo nem a cabeça e é com ela que decidimos por isso acho uma ilusão pensarmos que escolhemos alguma coisa.
Nem os "bons" nem os "maus" nem ninguém.
Por isso acho que também não tenho culpa de ter o meu cérebro intermediário do tamanho de uma melancia, sufocando os pobres restantes. Afinal sou eu a única lesada, mesmo existindo redes sociais capazes de provocar um cataclismo nesta minha pessoa. Falo do que sou sem medo de me expor ao ridículo nem a nada.
Ter vergonha do quê? Se não mostrasse o que era, representava outra coisa e depois teria também de ter vergonha da representação por isso mais vale mostrar o que existe mesmo.
Além disso, poderemos pensar em inúmeras coisas, reflectir, mas a única coisa que certamente posso falar, mesmo que não a conheça bem: sou eu!
Por insistência do mesmo e de ter herdado a costela partida de Hegel:
Fecho aqui a minha individualidade
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
domingo, 21 de janeiro de 2007
quoitidiano/coitidiano
Depois de três meses sem se verem acordaram, um do lado do outro, animados pelo cheiro que seus corpos tinham deixado na cama. Aquela mistura de quente, estarem em férias e não terem nenhuma obrigação era realmente confortante. Muitos beijos entre cada ida e vinda ao banheiro. Antes de sair do quarto beijava-o, para ir lavar os dentes. A meio do corredor voltava, com a lembrança da distância que passara, para beijá-lo e acariciá-lo mais uma vez. -Querido, queres almoçar já, ou faço o pequeno-almoço? (alguns segundos) Heim? Fofinho? Mor ?- Oi? -Queres almoçar já, ou faço o café da manha? Sim - Sim o quê? - Diz? - Queres almoçar ou tomar o café da manha? - Pequeno-almoço - Ok, vou fazer. Vai para a cozinha prepara tudo e volta para o quarto. - Está pronto. - Já vou. Mais beijos. Entretanto ela, para não o incomodar arruma o quarto. Leva a roupa para lavar, lava os tachos. - Vamos querido? - Onde? - Tomar o café da manhã amor. - Ah! já esta pronto? - Mas..hum ta vamo lá, dá-me um abraço. Ele é carinhoso. Agarra-a, elogia-a seus cabelos, passa a mão para conferir todas as curvas e uma borbulha que tinha na nádega. E forte, sensível, sabe agradá-la. ………………………………………...........................................................................................
Ainda um pouco irritada tenta não pensar no som de seus dentes brancos e lindos a mastigar a
carne e o arroz ruidosamente. Olha para toda a sujeira em volta de seu prato. As calças sujas com o molho de tomate, o copo derrubado. - Tudo bem meu amor? Que foi querida estás bem? Seus olhos arredondam-se, sua pupila dilata. Adora esses tratos e esquece essas implicâncias. Passam uma tarde maravilhosa abraçados. Ele tem muitas dores nas costas. Esta um pouco desconfortável mas escuta-a com carinho enquanto joga na sua consola. - Não achas amor? E depois podíamos ir passear. - Diz? Vira-se para abraçá-la; uma pancada seca ouve-se do seu cotovelo no nariz dela. - Pronto querida, pronto está tudo bem. - Ai, cuidado com o meu cabelo! ……………………………………………….................................................
Tudo o que tinham esperado anos. Estar finalmente juntos. Não mais a telefonemas, nem choros ao telefone, nem fotos seminuas pela internet. Ao vivo e a cores. - Amorzinho, fazes hoje o almoço? - Ai não me apetece linda. Faz tu que eu já vou ajudar. Ela tinha muito trabalho. Por vezes tinha vontade de ser como ele é para ela e dizer essas coisas também. Ou então ser revolucionária, como essas mulheres de hoje em dia, não fazer o almoço, e ir à sua vida. Ele com um grande sorriso, os olhinhos a brilhar, muito feliz como sempre agarrava-a pela cintura e beijava o seu cangote. - Pode ser linda, maravilhosa? - Ta bom amor. Cozinha. - Amor esta pronto. - (Nada) - Amor? - (Nada) Seus olhos estão vidrados na tela do computador. Criativo como sempre, olha no fundo do ecrã, tira um macaco do nariz e passa-lhe a outra mão pela coxa. Vai para a cozinha fula. Volta. - Querido? Esta na mesa. Amor? Está pronto.Vamos comer?heim? Porque não me responde? - Oi? - Vamos comer? - (nada) - Oh querido ta na mesa... - Vou já. Volta. Põe a roupa a lavar, arruma o banheiro e o quarto. Aquece um chá e lava os tachos. - Vens ou não? - Ah esta pronto? Esta fula; tenta disfarçar. Analisa-o a comer enquanto ele pensa que a ama. Eu amo este homem mais que tudo, porque sou assim? Porque todas as mulheres são assim? Ele derruba arroz nas calças. - Linda me traz mais suco? Ela não gosta de ser assim. Imagina as coisas que ela terá que o irritaram. Mas ele é um homem muito querido e ama-a muito. Perguntou lhe o que ele não gosta dela. Nada, disse sorrindo. Gosto de tudinho. Um remorso nasce. Que coisa. Não queria ser assim. - Amor, meu lindo quero que saibas que és o Homem da minha vida, que eu te amo mais que tudo. És super divertido, sempre me fazes rir. Quero sempre ficar contigo sim?
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
A todos os que sao meus amigos
Existem vários tipos de amigos, para diferentes ocasiões, para diferentes estados de espírito etc.
Por vezes um amigo desconhecido, fabricado no momento de uma situação conjunta,um relâmpago de simpatia e união, dá-nos força para ir em frente.
Tenho a sorte de ter grandes amigos do peito, e não poderia viver sem eles certamente. Aqueles que eu trago todos os dias comigo. Posso passar anos sem os ver e continuam em mim.
São então as pessoas a quem damos as ferramentas para cuidarem de nós ou para nos destroçarem conforme queiram. Porque passam a ter poder emocional sobre nós, gera-se confiança. Partilha-se, dá-se e recebe-se instintivamente.
Mesmo aqueles que se afastam, que vimos ao passar muitos anos. Conservamos a mesma imagem, sempre nos lembrámos da pessoa com aquela roupa mais caracteristica da altura, uma cor, um cheiro ou até a forma de rir. Seriamos com certeza diferentes se eles não tivessem entrado na nossa vida numa certa altura.
Também ha aqueles que apesar de se mostrarem arrogantes, que jogam joguinhos de poder, contam vantagem, tento agradá-los partindo do príncipio que alguma coisa da minha parte falhou.
Mas talvez a selecção de pessoas seja como a memória: tao importante tê-la como saber deixar para trás o que não interessa.
Não através de julgamento de suas vidas, mas porque simplesmente não nos serve, não nos agrada ou faça sentir bem, independentemente até se os consideramos alguém de valor.
Assim aos que vou conservando da minha selecção, que me fizeram e fazem bem todos os dias.
O maior dos abraços
Mudança de visual
Hoje acordei com os olhos colados. Fui-me despedir do meu irmaozinho que ia para a escola e vi nos seus olhos o meu futuro: uma inflamação que deixa qualquer belezura com o seu ar de peixe..Pois bem,família solidária, passamos de tudo uns para os outros. Hospital, várias horas de espera, com a minha irmã que teve a delicadeza de me prestar sua companhia em todo o processo e ainda fizemos piada deste meu ar, apesar do cheiro a doença do centro de saúde.
Do outro lado, da Pediatra saía, o Carlitos com um olho aberto e outro fechado,impossível de não rir da cara do desgraçado, muito feliz por não ter ido as aulas, suponho eu. Veio o meu relatório antecipado:conjuntivite!
Basta uma pequena alteração no nosso visual e deixamos de desempenhar as funções sociais habituais. Ontem estava nervosa pelo tanto de exames desta semana, agora nada importa tenho mesmo que estar no médico. Deixei de ser mulher, na forma como falam comigo, como passam a olhar-me e eu mesma não tenho de me adaptar a nada,não tenho que fazer nada, afinal quem espera que eu faça alguma coisa se mal posso ver? Sou apenas uma criatura, com cara de bolacha,com os olhos pegajosos através dos quais ( e sem lentes de contacto!) mal vejo o mundo, com um sorriso de quem imagina a cama e a triste ideia de não poder fazer nada.
Não pude conduzir, deixaram-me em casa com um gel e o dia para gastar.
Por hoje estou fora do circuito social, por uma mudança de visual...
domingo, 14 de janeiro de 2007
Para o Fabio
Isso ja nao se usa. A paixao avassaladora está fora de uso. É anti-moda o ultra-romantismo
que fragilidade boba. É contra a personalidade, o caracter, o eu acima de tudo
Pois.
Desenrolo o papel:
para o Amor que me espera:
Pecado é o meu de precisar de ser acarinhada. Mas para isso és a minha preciosidade e faço sempre questão de o lembrar. És o meu sonho platónico aliado a um desejo carnal dionisíaco arrebatador a cada lembrança. Te amo como quem contempla a chegada de algo majestoso. Por isso és o meu noivo passeante e eu te espero: calma de dia, agitada de noite, com a alma no futuro e as sensações já vividas tornam-se num prospecto alarmante pela sua condição de ainda não o serem- constantes. Tua para além do aceitável
Destroçar coraçoes que produzimos
única preocupação
Não vivem, ou se vivem é como "mulheres de Atenas"
Adoram encerrar-se em casa, apelam ao marido para demonstrar o seu afecto pela clausura
Ah ! tontas mulheres que não são jovens por opção
Efeitos ou não de uma Igreja que não prega a religião mas sim modos de ser, afinal 2000anos de historia ficam-nos nas veias
Idiotas meninas, que se sentem puras, belas, intocáveis como anjos e negam quaisquer prazeres por esse estatuto
Da fragilidade, se recolhem, se abrigam, hibernam , congelam seu amor numa gaiola
Idilicamente vivem para se mostrarem ao espelho, as peles brancas, finas como água, tanto como a agua que derramam
Para as meninas que não sabem, o Mundo tem encantos; para as quais que nunca esperam ver, digo-vos eu: na vossa caverna as sombras não têm cores
Do outro lado da caverna, também eu te digo. Tantas acusações me fazes, mas nunca pensaste, que se sou assim o é por opção. O mais belo encantamento é o que produzimos em nós próprios, de nós ou do ser amado. Por isso só amo, por isso só penso em amor!
para quê consumir droga se tenho o mesmo efeito nao dormindo?
Ai que pânico
Não vivo sem ele, vivo para o fazer desaparecer
Ou me culpo e não faço.
Existem vaias formas de se amar
Sempre me achei ridícula quando ia vangloriando os meus próprios actos, mas adoro auto destruir-me para me entender e melhorar
Mas a confiança e auto estima certamente ajudam, essas que acarretam uma certa culpa de egocentrismo não? Verdadeira doença do sec XXI
Senti uma paixão imensa, por uma coisa que não me condiz, isso despertou sentimentos de auto consolação
Passei a vida a pensar e a sentir me e tento friamente ver as coisas com tanto pormenor que parece que não olho bem para elas
Pois sim
Hoje fugi do medo. Pois nunca tenho medo de sofrer e depois valha me deus. Hoje fiquei sozinha a consolar-me, a gostar de mim, a estudar para mim e pronto
Vou mudar o rumo das minhas emoções
De qualquer modo viva a bomba emocional que vive em mim
E porque não escrever sobre a minha amiga?
Aquela que anda com o meu amor, de braços dados os três somos felizes:
Eu, tu e a minha paz , afinal aqui somos o que escrevemos não o que sentimos
sábado, 13 de janeiro de 2007
Aviso!

A ultima historia é tão horrivel que mesmo escrita por mim me aflige por isso escrevi sobre o mesmo assunto da maneira que o sinto. A letra de uma cançao minha
Aviso ao meu amor
Digo-te eu. Quem constatou que a vida agora já não é mais singular, nem mesmo bipolar, mas uma regra a três.
Digo-te eu . Quem entendeu, que os problemas passaram a outro plano.
Digo que tudo mudou meu ponto de vista, e realmente as mudanças são internas. Sinto-me a crescer dia para dia num so sentido. Esse sentido que se sente e não se vê embora seja so esperar mais um pouquinho.
Porque eu que era so eu que sempre fui so eu agora :sou 2
Mais tu 3. E não esperavas niguem espera mas é necessário agradecer
Que a vida é uma bençao seja la aonde for
Tinha problemas so. So eu os tinha e eram tantos.tantos
E agora que sou 2 realmente nada importa so a metade dos doisOs problemas da barbie, os nossos maiores medos
Carta ao meu querido filho
Escrevo-te nesta ocasião tão feliz que é o teu casamento.
Agora preparas-te para saíres de casa. Ajudo-te a empacotar as tuas coisas de infância, de adolescente, livros, muitas fotografias de momentos magníficos, que passamos juntos.
Toda esta reviravolta fez-me pensar o que se passou ao longo destes 25anos que te criamos.
Sabes que o teu pai e eu sempre te amamos com todo o carinho. Fizemos os possíveis e impossíveis para que tivesses tudo o que quiseste.
Eu particularmente esmerei-me com todas as forças que tinha para ser uma mãe dedicada, muito mais que uma mãe normal e agora entendo o seu porquê.
Na realidade desde que começaste a nascer dentro de mim comecei a sentir uma certa revolta e constrangimento por estar a ficar assim deformada. Quando nasceste meu corpo não tinha já nada a ver com o que sempre foi. O teu pai que em 20anos de casamento foi louco por mim, amando-me do mesmo jeito esforçava-se sem êxito para “apreciar” meu corpo. Comecei a dar leite. Meu peito toda a vida cheio e firme ficou descaído. Enquanto afagava a tua cabecinha linda com cheiro de bebé tinha vontade de te quebrar o crânio pelo mal que me estavas a fazer. Todas as vezes que choravas, mesmo já criança era com prazer que te dava umas palmadas com pena de não serem com mais força.
Quando chegavas da escola abraçávamo-nos e a raiva que eu sentia dentro de mim crescia de uma maneira catastrófica.
Teu pai, continuou elegante, lindo e tudo o que ele sempre foi. E dava-te muita atenção. Dormia do teu lado em criança deixando-me só na cama.
Em festas eu já não era o centro do mundo mas tu, e eu sonhava que te matava e tinha tudo para mim de novo.
POR isso meu querido filho, não precisas de me agradecer vezes sem conta pela mãe exemplar que eu fui, pois na verdade foste o pior que me aconteceu na vida, e estou muito feliz por partires e finalmente deixares teu pai só para mim.
Com muito amor da tua mãe.
Ola a todos!
Nesse segundo, depois duma ma noticia, que o tempo é gélido, nem me sinto sequer
Ou seja nada entendo!
Sempre achamos que complicado significa complexo
Assim tenho tentado complicar-me tornar qualquer grão de areia que existe em mim num drama profundo sentido e chorado
Hoje achei que para ter identidade teria que ter um blog
Quem não o tem?
Talvez esse grão nada seja que um grão
Aí encontro minha entidade